Comemorado em 20 de janeiro junto com a Linha de Caboclos, Oxóssi é o orixá da caça e da fartura, das florestas e das
relações entre o reino animal e vegetal. É representado nas florestas
caçando com seu arco e flecha.
Oxóssi é a expansão dos limites, enquanto a caça é uma metáfora para o conhecimento, a expansão maior da vida.
Ao atingir o conhecimento, Oxóssi acerta o seu alvo. Por este motivo, é um dos orixás ligados ao campo do ensino, da cultura, da arte.
Nas antigas tribos africanas, cabia ao caçador, que era quem
penetrava o mundo “de fora”, a mata, trazer tanto a caça quanto as
folhas medicinais. Além disso, eram os caçadores que localizavam os
locais para onde a tribo poderia futuramente mudar-se, ou fazer uma
roça.
Assim, o orixá da caça extensivamente é responsável pela
transmissão de conhecimento, pelas descobertas. O caçador descobre o
novo local, mas são os outros membros da tribo que instalam a tribo
neste mesmo novo local. Assim, Oxóssi representa a busca pelo
conhecimento puro: a ciência, a filosofia. Enquanto cabe a Ogum a
transformação deste conhecimento em técnica.
Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Oxóssi para os mais
diversas facetas da vida, pelas características de expansão
e fartura desse orixá, os fiéis costumam solicitar o seu auxílio para
solucionar problemas com a alimentação da tribo, o que costumeiramente
cabe aos caçadores.
Por suas ligações com a floresta, pede-se a cura para
determinadas doenças e, por seu perfil guerreiro, proteção espiritual e
material.
O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cores verde
na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar,
também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas, guias e
contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as
guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos
que recordem a floresta, tais como penas e sementes.
Seus instrumentos de culto são o ofá (arco e flecha), lanças, facas e
demais objetos de caça. É um caçador tão habilidoso que costuma ser
homenageado com o epíteto “o caçador de uma flecha só”, pois atinge o
seu alvo no primeiro e único disparo tamanha a precisão.
Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxóssi
era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e
não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não
errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.
Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.
Oração a Oxóssi
Meu pai Oxóssi! Vós que recebestes de Oxalá
o domínio das matas, de onde tiramos o oxigênio necessário á manutenção
de nossas vidas durante a passagem terrena, inundai os nossos
organismos coma vossas energia, para curar de nossos males!
Vós que sois o protetor dos caboclos, dai-lhes a vossa força, para
que possam nos transmitir toda a pujança, a coragem necessária para
suportarmos as dificuldades a serem superadas!Dai-nos paz de espírito, a
sabedoria para que possamos compreender a perdoar aqueles que procuram
nossos Centros, nosso guias, nossos protetores, apenas por simples
curiosidade, sem trazerem dentro de si um mínimo da fé.
Dai-nos paciência para suportarmos aqueles que se julgam os únicos
com problemas e desejam merecer das entidades todo o tempo e atenção
possível, esquecendo-se de outros irmãos mais necessitados!
Dai-nos tranqüilidade para superarmos todas as ingratidões, todas as calúnias!
Dai-nos coragem para transmitir uma palavra de alento e conforto
aqueles que sofrem de enfermidades para quais, na matéria, não há cura!
Dai-nos força para repelir aqueles que desejam vinganças e querem a todo custo magoar seus semelhantes!
Oke Arô Oxóssi!
Sincretismo religioso
Os filhos de Oxóssi as vezes associam a São Jorge ou a São Sebastião no sincretismo religioso. Nas tradições da igreja católica, o orixá Oxóssi é sincretizado como “São Sebastião” homenageado em 20 de janeiro.
São Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército
romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração
dos cristãos, enfraquecido diante das torturas.
Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que o queriam
sempre próximo, ignorando tratar-se de um cristão e, por isso, o
designaram capitão da sua guarda pessoal, a Guarda Pretoriana.
Por volta de 286, a sua conduta branda para com os prisioneiros
cristãos levou o imperador a julgá-lo sumariamente como traidor, tendo
ordenado a sua execução por meio de flechas (que se tornaram
símbolo constante na sua iconografia).
Foi dado como morto e atirado no rio, porém, São Sebastião
não havia falecido. Encontrado e socorrido por Santa Irene,
apresentou-se novamente diante de Diocleciano, que ordenou então que ele
fosse espancado até a morte.
Seu corpo foi jogado no esgoto público de Roma. Santa Luciana resgatou seu corpo, limpou-o, e sepultou-o nas catacumbas.
Características dos filhos de Oxóssi
As pessoas consideradas filhas de Oxóssi são alegres, expansivas,
preferem agir a noite, como os caçadores. São faladores, ágeis e de
raciocínio muito rápido.
Sabem lutar e alcançar o que almejam, como que lançando uma flecha e
acertando o alvo. Sabem dominar mas quando raivosos, ferem as pessoas
com palavras e atitudes, como se fosse dada uma flechada.
Quando amam, são zelosos e fieis, não toleram ser enganados. São muito trabalhadores e honestos.
Texto disponível em: http://www.raizesespirituais.com.br/orixas/oxossi/
Texto disponível em: http://www.raizesespirituais.com.br/orixas/oxossi/


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